17/11/2020 19:04


Estruturas que valorizam o imóvel

Home Office

Se Oliver Bäthe estiver certo, o home office seguirá sua trilha de sucesso mesmo após o fim da pandemia de covid-19. O chefe da gigante de seguros Allianz fica extasiado ao falar sobre a experiência de sua companhia, que emprega mais de 140 mil pessoas em todo o mundo: em março, 90% da empresa foi remanejada para o trabalho remoto em apenas alguns dias, segundo informou o empresário em entrevista à agência de notícias Reuters no início de julho.


À época, todas as viagens de negócios da Allianz foram canceladas. Segundo Bäthe, as pessoas aprenderam com a experiência. Ele acredita que o espaço dos escritórios da empresa pode ser reduzido em até um terço a longo prazo, e 50% dos custos de viagens de negócios podem ser cortados permanentemente. "Não precisamos mais de todas as viagens."


Também no Grupo Siemens ficou decidido que, após a pandemia, nem todos os funcionários precisarão comparecer diariamente ao antigo escritório. Há algumas semanas, o conselho diretivo adotou o chamado "Modelo de trabalho no novo normal", que deve tornar possível o trabalho independente da localização numa escala muito maior.


"O objetivo é que funcionários do mundo todo possam trabalhar de forma remota, em média, de dois a três dias por semana – sempre que isso fizer sentido e for viável", anunciou o grupo de tecnologia de Munique em meados de julho. "Associado a isso está um estilo diferente de gestão que se baseia em resultados, e não no trabalho presencial", completou o futuro CEO da companhia, Roland Busch.


A Siemens deixa claro que o novo conceito não se limita apenas a trabalhar em casa, algo que se tornou rotina para até 300 mil funcionários da empresa durante a crise do coronavírus. Cada funcionário deve, em consulta com seu chefe, escolher o local de trabalho onde ele se sinta mais produtivo – o que também pode significar escritórios conjuntos fora das unidades da Siemens, por exemplo, se a rota até lá for mais curta.


Tais acertos são possíveis por meio de conferências online, que na Siemens já superam 800 mil por dia. "Os tempos de permanência no escritório devem complementar o trabalho móvel de forma razoável", enfatiza o grupo.

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